Comida de verdade, explicada com calma. Não é tabela para emagrecer. É para você entender o prato.
Conteúdo educativo. Não substitui consulta. Porções e restrições são individuais.
O que é. Fruta vermelha rica em água, vitamina C e compostos fenólicos. Não amadurece depois de colhida.
Para que serve. Vitamina C e variedade no prato. Cabe no lanche. Guarde seco na geladeira e lave só na hora de comer.
Atenção. Frágil: água na hora errada vira mofo. Um morango estragado contamina o resto.
O que é. Fruta climatérica: continua amadurecendo depois de colhida e solta etileno.
Para que serve. Potássio, energia prática e fibra. Mancha marrom costuma estar macia e boa de comer.
Atenção. Não vai à geladeira para amadurecer. Longe de frutas que você quer que durem mais.
O que é. Fruta com casca comestível, fibra (inclusive pectina) e água.
Para que serve. Lanche com fibra. A casca entra na conta da fibra se estiver bem lavada.
Atenção. Pode ser fonte de FODMAP (frutose/sorbitol) em quem tem intestino sensível.
O que é. Cítrico fonte clássica de vitamina C e suco natural.
Para que serve. Vitamina C e hidratação. A fruta inteira tem mais fibra que o suco.
Atenção. Suco concentrado não substitui a fruta. Ácido pode incomodar refluxo.
O que é. Hortaliças folhosas, em geral pobres em caloria e fontes de folato, vitamina K e fibras.
Para que serve. Volume no prato, micronutrientes e hidratação. Lave folha por folha.
Atenção. Higienize com água corrente e, se sanitizar, hipoclorito sem alvejante e sem perfume.
O que é. Fruto usado como hortaliça. Fonte de licopeno, especialmente quando cozido com um pouco de gordura.
Para que serve. Cor, acidez e licopeno no molho caseiro. Maduro vai à geladeira; verde amadurece fora.
Atenção. Ácido: pode piorar azia em algumas pessoas.
O que é. Cereal-base da comida brasileira. O integral conserva mais fibra que o branco.
Para que serve. Energia (carboidrato). No prato brasileiro, combina com feijão e completa proteína.
Atenção. Quem tem diabetes precisa olhar porção e o conjunto da refeição, não o arroz isolado.
O que é. Cereal com beta-glucana, uma fibra solúvel bem estudada.
Para que serve. Café da manhã e fibra. Pode ajudar o intestino e o colesterol, no contexto de uma dieta adequada.
Atenção. Aveia em si não tem glúten, mas a comercial costuma ter contaminação. Celíaco só com aveia certificada.
O que é. Tubérculos fonte de amido, comuns na mesa brasileira.
Para que serve. Energia e potássio. A mandioca é naturalmente sem glúten.
Atenção. Mandioca e aipim crus são tóxicos — só consumir bem cozidos.
O que é. Semente da família das leguminosas. Proteína vegetal, fibra e ferro não-heme.
Para que serve. Com arroz, forma a base proteica do prato brasileiro. Fibra para o intestino.
Atenção. Pode fermentar (FODMAP). Deixar de molho e cozinhar bem reduz o desconforto para muita gente.
O que é. Leguminosas com proteína, fibra e minerais.
Para que serve. Alternativa ao feijão, sopas e saladas. Boa base quando se reduz carne.
Atenção. Mesma lógica do feijão: aumente devagar se o intestino reclama.
O que é. Alimento completo em proteína de alto valor biológico, colina e vitaminas do complexo B.
Para que serve. Café, almoço ou jantar. Proteína prática e barata.
Atenção. A restrição antiga da gema para todo mundo não se sustenta assim. Quem tem dislipidemia conversa no consultório.
O que é. Proteína animal. Os gordos (sardinha, salmão, cavalinha) trazem ômega-3 de cadeia longa.
Para que serve. Proteína e, nos gordos, EPA e DHA — diferentes do ômega-3 de linhaça.
Atenção. Olhe procedência e, em conserva, o sódio.
O que é. Proteína animal, ferro heme (especialmente carnes vermelhas) e zinco.
Para que serve. Massa muscular, ferro e saciedade. O corte e o modo de preparo mudam o perfil de gordura.
Atenção. Embutidos e processados entram na conta de ultraprocessados. Gota: algumas carnes são mais ricas em purinas.
O que é. Derivados do leite. Fonte de proteína, cálcio e, no iogurte, bactérias vivas quando o rótulo diz.
Para que serve. Cálcio e proteína. Iogurte natural costuma ser mais tolerado do que o leite em quem tem pouca lactase.
Atenção. Intolerância à lactose não é alergia à proteína do leite. São coisas diferentes — o diagnóstico é médico.
O que é. Gorduras líquidas. O azeite de oliva é rico em gordura monoinsaturada.
Para que serve. Absorção de vitaminas lipossolúveis e sabor. Um fio no tomate ajuda o licopeno.
Atenção. Gordura é calórica. Esquente pouco o azeite extra virgem; para fritura alta, há óleos mais estáveis.
O que é. Sementes oleaginosas. Gordura boa, vitamina E, minerais e algum proteína.
Para que serve. Lanche que sacia. Um punhado, não o pacote inteiro.
Atenção. Alergia a amendoim e a castanhas pode ser grave. Se houver histórico, não teste em casa.
O que é. Não é “grupo alimentar”, mas é o veículo de tudo: digestão, temperatura, intestino.
Para que serve. Base do dia. Com fibra, sem água, o intestino trava.
Atenção. Sede reduzida é comum depois dos 50. Não espere ter sede para beber.
O que é. Leite fermentado. Proteína, cálcio e, em geral, mais fácil de tolerar do que o leite quando a lactase é pouca.
Para que serve. Café ou lanche. Não é o mesmo produto que o iogurte adoçado de potinho.
Atenção. Sem lactose não serve para alergia à proteína do leite. São doenças diferentes.
O que é. Oleaginosa in natura, fonte de selênio. Um punhado pequeno já basta.
Para que serve. Gordura e selênio no lanche. Sem sal e sem açúcar.
Atenção. Excesso de selênio faz mal. Alergia a oleaginosas: não teste em casa.
O que é. Bebida minimamente processada quando vai sem açúcar e sem mistura industrial.
Para que serve. Pode entrar na rotina. Depois dos 50, cruza com sono, refluxo e pressão.
Atenção. O problema costuma ser o que acompanha: açúcar, creme e ultraprocessado.
Fontes: Guia Alimentar — Ministério da Saúde · TBCA · Como higienizar alimentos — Ministério da Saúde · Embrapa — conservação de frutas